Em uma noite de carnaval, tudo acontece, algumas coisas boas e outras estranhas também. Porém de todas as histórias que já ouvi, essa que vou contar foi a de longe a que mais chamou a atenção da população de uma pequena cidade situada no sul de SC/Brasil, chamada Içara. Próxima a Criciúma, o município conta com
aproximadamente 60.000 habitantes. Geralmente uma cidade calma, sem muitos acontecimentos fora do comum, e quando a história surgiu, rapidamente se espalhou e em questão de dias todos já conheciam os relatos contados por alguns que diziam ter visto ou ouvido falar sobre o ocorrido ali.
A lenda se baseia basicamente em uma garota, muito bem vestida, arrumada, bonita e simpática, características no qual se resultou em seu carinhoso apelido declarado ‘Dama de
Vermelho’, no qual se permaneceu chamada, afinal, ninguém sabe qual o seu nome ao certo.
Os relatos contam que, ela chegou e permaneceu praticamente o tempo todo sozinha na festa, música alta, com muito álcool e
outras coisas a mais, dentre todos ali, havia um rapaz, que resolve chegar até a bela moça, que já havia despertando a atenção de vários outros por ali. O Rapaz foi bem recebido pela a moça, simpatizados, permaneceram juntos quase que a noite inteira, até que chega a hora de ela ir
embora, e se despedem.
No dia seguinte, lá estava ele mais uma vez, e quando menos
espera, lá está ela, linda e sorridente, ele se aproxima. Diz relatos, que ela
permaneceu a noite toda sem beber nem ingerir nada, muito pálida e com o
vestido vermelho não apropriado para uma festa de carnaval, ela permaneceu
firme e sorridente até de manhã.
Foi quando as coisas realmente estranhas começaram a
acontecer. De manhã, preocupado, o rapaz se oferece a levar a moça até sua
casa, prevendo alguma possibilidade de perigo a mesma. Ela nega, diz que vai
sozinha e que não precisa ele ir, porém, ele insiste e à leva. Chegando próximo
ao cemitério, ela fala que já está próxima a sua casa, e que ele pode deixa-la
ir sozinha dali em diante.
No dia seguinte, ela a vê e vai até ele, ficam um tempo
juntos e logo resolve ir embora, ele mais uma vez insiste em leva-la, educada,
aceita mais uma vez. Ambos andam sozinhos nas ruas do município, e então quando
iam passando pela à frente do cemitério da cidade, ela para, olha para ele e
diz que vai ficar por ali mesmo, pois é ali onde ela mora. Assustado, o rapaz não intende, e pergunta novamente se ela mora ali mesmo, no cemitério, ela concorda e
entra em direção ao cemitério.
Daí em diante, muitas histórias apareceram, alguns falam que
os amigos do rapaz vinham logo atrás, e viram quando ela se dirigiu ao
cemitério sozinha, outros falam que ele permanecia sozinho, e assustado, segui
a moça até um tumulo a onde encontra seu vestindo ao lado de um tumulo, alguns
ainda, dizem que existe este tumulo no cemitério, com a foto da moça exatamente
como foi relatada.
Me lembro que o relado que chegou até mim na época, foi de
que o rapaz e mais dois amigos que tiveram contato com a moça, permaneciam em
coma no hospital da cidade, alguns falaram que ele se matou não aguentando a
perturbação. Alguns ainda dizem que ele foi internado no Rio Maina na cidade
vizinha, onde tratam pessoas especiais. Alguns professores dizem ter dado aula
para ela, e outros dizem ter conhecido ambos, mais de fato, a poucas provas.

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